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Perda do poder de compra: é por isso que você sente que ganha cada vez menos

Carrinho de supermercado vazio em latão escovado com etiqueta “status”, simbolizando perda do poder de compra e consumo guiado por aparência.

Perda do poder de compra: é por isso que você sente que ganha cada vez menos

Carrinho de supermercado vazio em latão escovado com etiqueta “status”, simbolizando perda do poder de compra e consumo guiado por aparência.
  • Evandro
  • 19/05/2026

Sumário

Você ganha mais hoje do que ganhava cinco anos atrás. Mesmo assim, todo mês sua renda parece sumir antes do dia 25. Esse é o sintoma da perda do poder de compra.

Se você pensou que a culpa é da situação econômica, não está no caminho errado. Porém, esse efeito também é causado, em grande parte, por uma “miragem” fabricada pelo seu cérebro.

É como uma Fata Morgana, já ouviu falar? Ela é real, mas “não existe”.

É uma ilusão, mas você consegue fotografar. Parece impossível, mas acontece todos os dias em vários lugares do mundo.

Fata Morgana é uma miragem que faz navios parecerem flutuando e ilhas aparecerem duplicadas acima das nuvens. Pura física.

Icônica fotografia do navio-veleiro Cisne Branco (U-20) de autoria de Aurélio Rufo, na região de Ilhabela-SP ( julho de 2025)

Agora imagine uma miragem que foi feita especificamente para você. Uma que conhece seus desejos, seus medos, suas fraquezas.

Bem, essa miragem existe. E pra saber se você está dentro dela agora, responda a essa questão:

Você tem a sensação de que sua renda está diminuindo ano após ano, mesmo ganhando mais e trabalhando mais? E se eu te disser que está todo mundo nesse mesmo barco?

Isso está acontecendo e tem muita gente falando sobre esse fenômeno chamado perda do poder de compra. Por outro lado, vejo poucas pessoas abordando o motivo real e científico por trás dessa distorção.

Por isso, vamos olhar os números antes do diagnóstico.

As estatísticas não mentem

Primeiro, pega esse dado frio: o PNAD Contínua mostra que o rendimento médio do brasileiro hoje é de R$ 3.367. Este é o maior patamar da série histórica.

Na mesma linha, a pobreza caiu 23% em 2024, o menor nível já registrado.

Agora, outro dado: em 2014, apenas metade da população tinha internet. Hoje, mais de 90% dos brasileiros têm internet em casa.

Quando você olha para as últimas décadas, os dados sobre pobreza e qualidade de vida no Brasil mostram melhora em vários aspectos. É verdade que há quedas pontuais, mas a tendência é de evolução.

Anatomia da perda do poder de compra

Então por que temos essa sensação de que estamos indo cada vez mais para o fundo do poço?

Você pode culpar:

  • – os juros
  • – o custo de vida alto 
  • – o endividamento crescente das famílias 

Tudo isso influencia, é verdade. De fato, é impossível desassociar a situação econômica da perda do poder de compra do brasileiro. 

Mesmo assim, precisamos considerar que o rendimento real aumentou. Então o problema não é só econômico, concorda? 

Essa questão também tem fundo psicológico. E quem diz isso é a ciência.

A teoria da posição relativa

O que mudou de verdade é a referência que você tem sobre o que é viver bem. E foi em cima disso que o economista Robert Frank formulou a teoria da posição relativa.

Ela diz que o nosso nível de satisfação não vem do quanto a gente ganha em termos absolutos, mas da comparação com quem está à nossa volta.

E faz sentido, porque nos anos 1990, a régua de comparação era com o padrão do vizinho, com o colega de serviço, com o cunhado que tinha um carro melhor. A régua era local!

Imagem criada por IA de uma homem entre duas imagens, uma dos anos 1990 e outra atualmente, simbolizando que a comparação provoca o perda do poder de compra

Hoje, você acorda comparando a sua vida com a da Virgínia, com o empresário andando de jatinho particular, com o jogador de futebol exibindo relógios de ouro e carros de luxo no seu feed.

Você deixou de se comparar com o bairro e começou a se comparar, muitas vezes, com o 0,1% mais rico do planeta. Isso é absurdo.

E quem entrega esse padrão inalcançável, todos os dias, é o algoritmo das redes sociais.

O efeito direto no bolso

E o que isso faz com o seu bolso? Você ganhou mais, sim, mas passou a desejar uma vida 15 vezes mais cara.

Para ter a sensação de sucesso que a vida simples não te traz mais, você:

  1. Entra num financiamento longo;
  2. Se enterra no rotativo do cartão;
  3. Parcela celular, roupas e viagens a perder de vista…

E aí não sobra nada para fazer um investimento concreto que traga alguma evolução ou algum crescimento real para sua vida.

Por isso, você termina o mês com a sensação de que regrediu, que sua renda está cada vez menor. Mas na verdade são os seus desejos que estão completamente inflacionados.

E agora você sente que precisa ter cada vez mais para ser feliz. 

Mas como fazer para remover essa miragem?

Solução para a perda do poder de compra

Em primeiro lugar, você precisa devolver essa régua para dentro da sua casa; para dentro da sua vida.

Compare o seu patrimônio de hoje com o seu de cinco anos atrás. Além disso, compare a sua parcela com a sua renda, e não com a casa do influencer.

Pare de medir a evolução dos outros e comece a medir a sua. Ou seja, compare a sua vida apenas com as suas conquistas. 

E se eu puder te dar um conselho de amigo: pare imediatamente de seguir influenciadores que só ostentam nas redes.

A perda do seu poder de compra nem sempre começa no preço das coisas. Às vezes, o problema está na régua que você usa para medir a própria vida. 

Enquanto essa régua estiver fora do lugar, nenhuma renda vai parecer suficiente. Então volte a olhar para dentro.

Se você entendeu que o seu poder de compra é afetado por percepções e efeitos psicológicos, o que acha de saber mais sobre o ‘Chip de Pobre’ que implantaram em você?

Foto de Evandro Canello
Evandro Canello
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