Prefere assistir os principais erros na hora de fazer um consórcio? Veja aqui:
Desde a pandemia, um problema se multiplicou de forma assustadora no Brasil: a fraude financeira.
E se você acha que isso é um problema distante, um risco para os mais velhos ou desatentos, veja esta manchete e pense de novo:

Esses golpes envolvem desde:
- – Empréstimo falso
- – Boleto adulterado
- – Clonagem de dados
- – Golpe do Pix
A criatividade para o mal parece infinita… E, claro, essa onda chegou ao universo dos consórcios.
Muita gente, na ânsia de fugir dos juros do financiamento, acaba tomando decisões erradas. Decisões que transformam o sonho em pesadelo e abrem a porta para golpistas.
E aqui, eu preciso deixar algo muito claro: o sistema de consórcios é absolutamente seguro, fiscalizado pelo Banco Central e protegido por uma lei própria. O problema não está no sistema, mas na forma como ele é usado.
Sendo assim, como qualquer operação de crédito, fazer um consórcio exige cautela e extremo cuidado para não cair em armadilhas de vendedores mal-intencionados.
Depois de tantos casos de pessoas que, por descuido ou falta de informação, foram lesadas por golpistas, senti a obrigação moral, enquanto profissional especialista em consórcio, de fazer este alerta.
Por isso, listei aqui os quatro erros mais comuns ao fazer um consórcio que colocam você na mira de fraudadores.
Erro 1: falta de planejamento financeiro
O primeiro passo para o desastre é a falta de planejamento. Parece óbvio, mas é o erro mais comum.
A pessoa vê que as parcelas e a entrada do financiamento são altas e corre para fazer um consórcio. Percebendo que consegue encaixar as prestações no orçamento, segue em frente, de olhos fechados, sem planejar e nem calcular direito.
Quem faz isso geralmente não calcula o impacto das parcelas no longo prazo.
Antes de entrar em um consórcio, você precisa de um diagnóstico completo da sua situação financeira. Saber cada centavo que entra e sai do seu orçamento.
E não é só isso. É preciso prever as parcelas junto com os reajustes. No caso do consórcio imobiliário, o indicador normalmente é o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).
Entenda que não adianta entrar em um compromisso de longo prazo sem calcular sua capacidade de pagamento ao longo do tempo.
Outro ponto que muita gente deixa passar de fazer um consórcio: criar uma reserva financeira.
Se você vive no aperto, sem reserva, na primeira emergência vai precisar do dinheiro do consórcio e pode se tornar inadimplente.
E aí, o que era para ser uma solução, vira um problema.
E digo mais, golpistas adoram quando você não se planeja. Quanto menos você entende da sua situação, mais fácil é para eles te enganarem.
Antes de assinar, avalie sua renda e gastos. Defina uma parcela que não passe de 30% da sua renda líquida mensal. E trate essa parcela como prioridade.
Erro 2: fazer um consórcio com o plano errado
O segundo erro acontece sempre: escolher um plano desalinhado com seus objetivos e realidade financeira.
Toda semana, converso com pessoas que entraram em um consórcio e se arrependeram. Não pelo produto, mas pela escolha errada, muitas vezes por ignorância ou falta de orientação adequada.
- Por exemplo, entrar num grupo competitivo achando que vai contemplar rápido com lance, e descobrir tarde demais que esse consórcio pode demorar pra sair.
- Ou quem compra cotas pequenas, pensando em revender depois da contemplação, sem qualquer plano realista de tempo ou lucro. Normalmente esse pessoal acaba travado em uma operação que não compensa.
- Tem também quem aposta em “meia parcela” até contemplar, mas não se planeja para o momento em que a parcela cheia começa a valer. E aí, não dá conta.
Esses erros geram frustração, arrependimento e até má fama para o consórcio.
E sabe quem adora essa confusão? Eles mesmos, os golpistas.
Quando você não entende qual plano é o certo para você, fica vulnerável. Aí vem o vendedor mal-intencionado com promessas mirabolantes, te empurrando um grupo que não tem nada a ver com seu perfil, só para bater meta.
Você entra achando que está fazendo um bom negócio, mas está sendo enganado desde o começo.
Veja bem, o problema não é o produto. É a falta de orientação.
O correto é contar com um profissional que vai desenvolver uma estratégia personalizada para seu perfil, suas condições e momento de vida. O sistema de consórcio é amplo e dinâmico, e entrar nesse labirinto sem um bom guia é arriscar tempo e dinheiro.
Erro 3: não ler (ou não entender) o contrato
Negligenciar a leitura atenta do contrato de adesão pode te trazer sérios problemas.
O contrato estabelece todos os direitos e deveres de ambas as partes. Não conhecê-los é um risco enorme.
- Primeiro, taxas, seguros e custos. Se não forem bem explicados, você pode ser surpreendido com cobranças que não esperava.
- Segundo, regras de contemplação. O contrato detalha como funcionam os sorteios e os lances. Se você não conhece essas regras, pode se decepcionar.
- Terceiro, cláusulas abusivas. Contratos de administradoras pouco idôneas podem ter armadilhas. O Código de Defesa do Consumidor prevê a nulidade dessas cláusulas, mas você precisa identificá-las.
Os golpistas contam com a sua preguiça ou com a sua pressa.
Quando você não lê, fica fácil te empurrar cláusulas abusivas e promessas que não estão escritas em lugar nenhum. E depois, quando você descobre o problema, já é tarde.
Para evitar, leia o contrato na íntegra antes de assinar. Solicite uma cópia antecipada para ler com calma, sem pressão. Tire todas as dúvidas. Se o contrato for complexo, peça ajuda de um advogado ou especialista.
Preste atenção especial às cláusulas sobre taxas, reajustes, contemplação, cancelamento e penalidades.
Erro 4: acreditar em promessa de contemplação rápida
Este é um dos erros mais perigosos. E muita gente cai nessa armadilha.
Vendedores mal-intencionados fazem promessas de contemplação em prazos curtos e garantidos, o que é ilegal e impossível no sistema de consórcios.
A contemplação só pode ocorrer de duas formas: sorteio, realizado mensalmente, ou por lance, quando você faz uma oferta antecipando as parcelas para o grupo.
Presta atenção: nenhuma administradora autorizada pelo Banco Central pode garantir quando você será contemplado. A promessa de contemplação rápida é propaganda enganosa. Simples assim.
Agora, o que é real: analisar milhares de grupos e mapear o histórico de lances de cada um para estimar, com base estatística, quando a sua oferta tem chances reais de contemplação.
É isso. Uma estimativa séria, feita com dados. Sem promessas vazias. Sem ilusão.
Portanto, sempre desconfie de quem promete contemplação rápida ou qualquer mecanismo que te dê vantagem fora das regras.
Bônus: a ganância ao fazer um consórcio
Por fim, o quinto erro: não seja ganancioso.
Nunca acredite em conversa de quem diz que existe um atalho exclusivo para você.
Onde tem gente buscando facilidade, tem golpista e vendedor mal-intencionado só na espreita para levar vantagem.
Não seja ingênuo de acreditar em promessas fora da realidade, nem que existe uma oportunidade única, imperdível, disponível só para você.
No universo dos consórcios, não existe lucro rápido com estratégias mirabolantes. Não existem condições especiais e nem “grupo vip”. Existe uma lei com limites que precisam ser respeitados.
O consórcio não resolve problemas no passado, ele permite que você planeje suas conquistas no futuro, com disciplina. Seja realista. É uma ferramenta de planejamento financeiro, não um esquema de enriquecimento rápido.
Se parece bom demais para ser verdade, provavelmente não é verdade.
Esses erros são as principais armadilhas que podem transformar o consórcio em um pesadelo. A boa notícia é que todos são evitáveis. Basta ter planejamento, conhecimento e desconfiar de promessas fáceis.
O consórcio é uma ferramenta útil para quem sabe usar. Mas como qualquer ferramenta, ela pode se voltar contra você se for usada de forma errada.
Depois de entender como se proteger de golpes na hora de fazer um consórcio, o que acha de entender melhor como usar esse sistema como ferramenta de poupança para realizar sonhos? Acesse aqui.


